Que mania é essa que nós temos de tentar ser: a super mãe, a super esposa, filha, nora, irmã, profissional e assim por diante?

Parece que é algo que vem de dentro que nos impulsiona a sermos independentes (um pouco até demais…) e considerarmos que podemos tudo, sem limites! Pois é, até podemos, mas a que preço? Se resolvermos nos preocupar com tudo e todos e acreditarmos que podemos resolver todos os problemas do mundo, vamos ficar loucas!!

Confesso que já fui assim. Tinha de ser a melhor, suportar tudo e ajudar a todos (afinal, eu era a mulher maravilha!). Fala sério!

 

Havia uma fase de minha vida em que eu precisava ir ao cabeleireiro toda a semana fazer a mão, escova etc…Cabelos brancos aparecendo? Nem pensar! Tintura uma vez por mês. Roupa não podia repetir. Tinha de me dividir para atender a filho, marido, mãe, amigos e agregados, e ainda me sentia culpada por não ter tempo suficiente para todos.

Sentar quietinha e ler uma revista ou um livro ou até mesmo ficar ouvindo música, eram atividades que me deixavam com culpa na consciência…

Ainda bem que percebi a tempo que não sou super, não sou santa e nem desejo ter fama de heroína, mas…..morta.

Agora faço tudo ao meu tempo sem me desgastar.

Não consigo ainda ficar muito tempo com meu filho e meu marido, mas o tempo que fico com eles é sem culpa e muito bem aproveitado! Conseguimos jantar juntos todos os dias e conversamos sobre trabalho, educação, futuro etc…e são naqueles 40 a 50 minutos que alinhamos nossos valores e nossas expectativas.

Ainda continuo vaidosa, mas no meu tempo. Um ou dois cabelos brancos não são mais crises. Também não tem mais problema eu prender o cabelo em um evento. Roupa repetida? Sem neuras! Até Michele Obama repete roupa, porque euzinha não posso repetir?

Procuro dedicar um pouco mais de tempo às atividades que adoro e que me relaxam, como ouvir música, estudar Inglês, ler ou assistir um filme com meu filho, sem sentimento de culpa.

Consegui organizar minha vida pessoal e profissional e também parei de me sentir mal por estar longe de amigos. Amigo que é amigo está sempre presente principalmente nas horas de tristeza e que necessitamos de apoio. E hoje com a ajuda da tecnologia, podemos dar “cutucadas”, mandar um “oi” via Facebook, Whatsapp ou SMS. É melhor assim do que ficar angustiada por não conseguir se encontrar todos os meses.

Parei de me preocupar com assuntos superficiais e de levar a vida tanto a sério. Não adianta tentar agradar a todo mundo, se sempre terá alguém que não gostará de mim… Nem Jesus Cristo agradou todo mundo!

Aprendi a não pegar os problemas dos outros e tentar ajudar a resolver. Já tenho muitos problemas que são de minha responsabilidade. Para que ainda vou pegar os dos outros? Cada um com seus problemas, não é mesmo? Quem quiser ser ajudado e muitas vezes escutar o que outros não falaram, sinta-se à vontade em me procurar, pois não deixarei de ser sincera e objetiva para agradar a alguém.

Alguns anos de terapia me ajudaram, com certeza! Mas o que mais me ajudou foi a disciplina de me organizar por um grande objetivo: manter minha saúde física e mental. E estou conseguindo…

E você? Como faz para evitar que essa “onda de perfeição” lhe contagie?

Conta para mim! Adoro ouvir histórias.

Agradeço a leitura e lhe desejo uma semana abençoada!

Beijo grande!

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    Fátima Sousa

Empresária com MBA em Finanças, Comunicação e RI-USP, com mais de 15 anos de experiência na área de Gerenciamento de Serviços em empresas nacionais e multinacionais; ex- diretora e atual conselheira da ABRAFAC (Associação Brasileira de Facilities); ex-diretora da CoreNet Brasil (Associação mundial em networking de Real Estate e Facilities); conselheira fiscal do movimento Mulheres da Verdade II (grupo que defende a Ética e a Cidadania em São Paulo); fundadora e atual presidente do grupo Mulheres de Facilities – Brasil com mais de 400 mulheres que trabalham na área de gerenciamento de serviços / infraestrutura; voluntária na entidade Casas Maria Maia (arrecadação para o Bazar) que atende crianças com paralisia cerebral e física e voluntária na ONG Mãos Sem Fronteiras (utilização de Estimulação Neural em centros vitais); sócia da empresa “Facilities Services Treinamentos”, especializada em soluções de treinamentos empresariais. Empreteca – Sebrae (turma 2013); Finalista do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios – 2011/2012 na Etapa Estadual, categoria Pequenos Negócios.

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