Todo mundo, em algum momento da vida, já pensou em abrir seu próprio negócio. Algumas pessoas passam anos com uma ideia (supostamente genial) na cabeça esperando o momento certo para começar a empreender e acabam desistindo da ideia antes mesmo de tentar, seja por falta de incentivo financeiro, organização pessoal, tempo ou até mesmo comodismo.

A verdade é que não existe fórmula mágica para começar um negócio, e muito menos a hora perfeita para entrar em um determinado mercado com uma ideia genial. O que existe são diferentes níveis de comprometimento e resiliência que podem levar sua ideia genial ao sucesso ou ao esquecimento.

Um dos primeiros problemas que um aspirante a empreendedor enfrenta é desenvolver um produto ou serviço “fora da caixa”, mas muita gente esquece que a inovação pode se manifestar de diferentes formas, seja na qualidade do serviço prestado, seja na especialização da produção de determinado produto, seja na elaboração de um processo mais eficiente, etc.

A escolha do segmento de mercado vai depender do seu expertise.

Por exemplo: um engenheiro com vasta experiência em manutenção de maquinário e logística de produção resolve abrir um negócio de consultoria em telecomunicações, ignorando anos de experiência para se aventurar em um negócio totalmente diferente só por que “estava na moda”. O resultado é óbvio.

No momento de decidir qual caminho seguir, é preciso manter os pés no chão e considerar o seu background pessoal – seja acadêmico, profissional ou mesmo alguma habilidade natural. Esse conhecimento acumulado pode te dar pistas das lacunas de mercado que você pode atacar com sua nova empresa, serviços ou produtos que tem espaço para serem melhorados e diferenciais que você poderia oferecer para se destacar da concorrência.

Identificado o segmento de atuação no qual você teria maior chance de sucesso, a segunda etapa é validar sua ideia. A melhor forma de fazer isso é conversando com clientes em potencial para tentar entender se seu negócio atende às necessidades imediatas do segmento que você quer atuar. Aqui também é preciso fugir de alguns erros comuns como, por exemplo, perguntar diretamente se a pessoa X compraria seu produto Y.

Uma das coisas que você vai descobrir ao fazer uma validação desta forma é que as pessoas respondem uma coisa nos questionários, mas no fim fazem outra completamente diferente.

Neste caso, afirmam os especialistas, a atitude correta seria ouvir seu potencial cliente e entender quais problemas ele enfrenta e adaptar sua ideia para que ela responda a essa demanda imediata, somando às inovações que seu modelo de negócios pode oferecer. Nesse primeiro contato o que menos importa é seu produto ou serviço, o essencial é ouvir seu cliente e entender suas motivações.

Essas etapas parecem irrelevantes e desnecessárias para quem já tem uma ideia na cabeça, mas o que vemos na prática é justamente o contrário: uma ideia supostamente boa acaba virando uma luva de seis dedos que ninguém quer comprar. E antes de investir tempo, dinheiro e beleza nela, é importante validar seu modelo de negócio e fazer os ajustes quando necessário.

Com toda essa pesquisa inicial em mãos, está na hora de fazer seu MVP (Minimum viable product) ou protótipo para os íntimos. Mas isso eu falo mais no próximo artigo. Então se você tem uma ideia na cabeça ou quer começar a empreender, reflita sobre o que conversamos agora e coloque a mão na massa hoje mesmo!

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    Agnes Helena

Mestra em Arquitetura e Urbanismo graduada pela FAU USP com especialização em restauração e requalificação urbana. Após alguns anos atuando na construção civil com projeto e gerenciamento de reformas comerciais e residenciais, reuniu os conhecimentos acumulados na área e resolveu se aventurar no empreendedorismo, abrindo seu próprio negócio com foco em sustentabilidade e decoração. Atualmente é proprietária da loja virtual Agnolias, dedicada a desenvolver móveis e artigos de decoração feitos com matéria-prima reciclada, posicionando-se no mercado como uma alternativa ecológica e descontraída na esfera da decoração e design de interiores.

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