O ano está chegando ao fim e está na hora de fazer uma análise do seu negócio e de sua performance em 2015 para planejar o próximo ano. Nessas horas, ter um registro bem documentado do seu negócio é essencial para entender quais ações tiveram retorno e quais devem ser aperfeiçoadas.

O problema já começa na hora de precificar os produtos ou serviços de sua empresa. Ao contrário do que muitos imaginam, o preço de venda do produto (ou serviço) não é calculado apenas com a simples soma do preço de custo mais o lucro pretendido – é preciso também avaliar a concorrência e ajustar os números para chegar a um valor competitivo no mercado.

Para calcular o preço de custo, algumas dicas já são bem conhecidas. A primeira delas é nunca misturar os gastos da empresa com as contas pessoais. Tente manter registros separados das despesas exclusivas da vida pessoal e da empresa. Se você trabalha em casa, estime uma porcentagem da conta de água, luz e aluguel a serem pagos pelos rendimentos do seu negócio.

 

Outro ponto de polêmica é o cálculo do pró-labore.

Muitos empreendedores acreditam que o pró-labore deve representar o salário do dono da empresa, as vezes estimado em relação ao que o profissional estaria ganhando se estivesse no mercado de trabalho. Porém, alguns especialistas dizem que o pró-labore deve representar o salário do funcionário que iria substituir a função hoje realizada pelo empreendedor. Por exemplo, se você abriu um restaurante e atua como garçom, atendendo os clientes e anotando pedidos, seu pró-labore deve ser o salário de um garçom que deveria estar trabalhando nesta posição.

A ideia é que o dono da empresa deve atuar como um maestro regendo uma orquestra e todo tempo que o dono do negócio passa realizando outras funções é um tempo perdido para pensar questões estratégicas e tomar decisões que somente o proprietário pode realizar.

Outra dica importante que pode facilitar muito o cálculo do custo de produção é dividir as despesas fixas das variáveis.

Na lista das despesas variáveis deve ser colocado somente produtos que variam de acordo com as vendas, por exemplo, a matéria prima necessária para produzir as peças vendidas. Nas despesas fixas entram os impostos, salários, contas de água, telefone, etc – qualquer conta que o empreendedor deve pagar independente da receita do mês. Nas despesas fixas também é bom reservar um valor para depreciação de maquinário ou emergências.

Para auxiliar na organização das contas, mantenha sempre planilhas atualizadas mês a mês, além de um controle de estoque bem organizado e atualizado de acordo com a frequência necessária (por dia, semana ou mês). Você mesmo pode fazer as planilhas ou usar arquivos prontos disponibilizados pelo Sebrae ou outras instituições de apoio ao microempreendedor. Participe também de cursos e consultorias para tirar dúvidas mais específicas sobre seu negócio. Porém, o mais importante de tudo é manter os dados sempre organizados e guardar todos os comprovantes e documentos para alguma eventualidade.

Com essas atitudes simples, você terá dados para analisar o comportamento do seu cliente (o que ele compra, período do mês, quantidade, etc) e, com isso, pensar em estratégias de escalabilidade e investimentos em setores mais promissores da empresa.

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    Agnes Helena

Mestra em Arquitetura e Urbanismo graduada pela FAU USP com especialização em restauração e requalificação urbana. Após alguns anos atuando na construção civil com projeto e gerenciamento de reformas comerciais e residenciais, reuniu os conhecimentos acumulados na área e resolveu se aventurar no empreendedorismo, abrindo seu próprio negócio com foco em sustentabilidade e decoração. Atualmente é proprietária da loja virtual Agnolias, dedicada a desenvolver móveis e artigos de decoração feitos com matéria-prima reciclada, posicionando-se no mercado como uma alternativa ecológica e descontraída na esfera da decoração e design de interiores.

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