Esse foi um dos questionamentos centrais de uma reportagem que li há algumas semanas sobre a condição das advogadas nos EUA.

Embora a reportagem não seja daqui e analise a situação de uma classe específica de trabalhadoras, ele se aplica como uma luva à realidade das mulheres de todas as profissões de nosso País e, tenho certeza, que a de muitos outros.

Para chegar a (irônica) constatação de que “os homens valem mais” o artigo levou em conta alguns dados coletados nas firmas de advocacia dos EUA, que demonstram que as advogadas, em geral, ganham menos que os advogados, estão em menor número nos altos cargos das firmas de advocacia, ficam com as causas de menor valor econômico (já aos homens, são delegadas as tarefas consideradas mais “importantes”), entre outros.

Ainda hoje esse é o panorama encontrado na maior parte do mundo e ele não se estende apenas à profissão jurídica. No Brasil, mulheres ainda recebem cerca de 30% menos do que os homens e apenas 8% são donas do próprio negócio.

Mas nós podemos ajudar a reverter essa situação!

Ouvi uma frase do escritor austríaco Fritjof Capra, autor dos best-sellers “O Ponto de Mutação” e o “Tao da Física” dizendo que “quando fazemos boas relações, ficamos mais fortes”. E é isso mesmo que nós, mulheres, devemos fazer!

Precisamos lutar contra a perpetuação de crenças como “é preferível empregar um homem já que ele não engravida” ou “é melhor delegar as tarefas mais relevantes a um homem, já que ele pode se dedicar com mais afinco, afinal, não tem de se preocupar com as tarefas domésticas”.

Não estou querendo dizer que devemos excluir os homens. O que estou dizendo é que precisamos incentivar umas às outras e construir uma rede de apoio entre nós.

Tenho certeza que o pequeno número de saias nos altos cargos não é porque no mercado não existem mulheres com suficiente capacidade intelectual. Essa não é a conclusão certa, até porquê, no Brasil, o número de mulheres nas universidades já superou o de homens.

Também não acho que devemos procurar culpados ou discutir quem contribuiu mais para essa situação, isso não vai ajudar a mudá-la.

Incentivar umas às outras é o que devemos fazer, pois, sim, nós somos capazes! Sim, nós somos inteligentes! E, SIM, NÓS TEMOS QUE NOS APOIAR!

Afinal, quem melhor pode compreender uma mulher do que outra?

Pensei nisso!

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    Tâmar Mossmann

Advogada curiosa, formada pela UFRGS pós-graduanda em Direito Empresarial pela Uniritter, empreendedora inquieta, interessada por inovação e empoderamento feminino. Foi uma das vencedoras do Concurso Cultural “Mulheres Reais” 2015, promovido pelo Jogo de Damas, por ser uma mulher considerada empreendedora e inovadora. Casada com o músico Kiko Magioli, por enquanto sem filhos. Adora cachorros, tem um, o Charlie. Proprietária de um escritório de advocacia no Centro de Porto Alegre, que esse ano completa 35 anos de existência, o qual administra juntamente com seu pai, Alfredo Martins. O escritório se propõe a ser diferente e inovador aliando o tradicional e o moderno, além de oferecer atendimento especial aos Direitos da Mulher, às Startups e aos Micro e Pequenos Empreendedores, especialmente na área preventiva trabalhista por meio do projeto de “Gestão Proativa de Riscos Trabalhistas”, que já foi considerado “super inovador” pelo Sebrae.

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