Na coluna de agosto conversamos um pouco sobre escolha do segmento de mercado e validação da ideia a ser desenvolvida na sua futura empresa, lembram? Agora que já passamos da primeira fase de validação, está na hora de desenvolver um protótipo (ou MVP – Minimum viable product) do que será oferecido pelo seu negócio.

 

O objetivo deste MVP é mostrar para seu cliente potencial, de uma forma direta e objetiva, o que sua empresa está oferecendo e realizar pequenos ajustes de acordo com o feedback recebido.

Lembram que eu disse que em uma pesquisa de opinião as pessoas sempre respondem uma coisa e depois fazem outra? Pois então: o MVP é a melhor forma de validar (de uma forma rápida e barata) se alguém realmente irá comprar sua ideia.

Independente da natureza do serviço ou produto ofertado no seu novo negócio, existem 5 regras básicas que você pode seguir na hora de desenvolver seu protótipo:

1 – Produza seu MVP com o mínimo de recursos possível

Lembre-se que sua empresa ainda está em fase de validação do cliente e, portanto, ainda vai demorar um tempo para que os lucros comecem a entrar. Comprometer uma grande parte do orçamento desenvolvendo uma ideia que talvez ainda precise de ajustes pode causar prejuízos futuros e até mesmo a quebra da empresa que não terá dinheiro para investir em outras coisas essenciais. Uma boa forma de cortar custos é utilizar plataformas semi-prontas de vendas, landing pages para coletar o interesse geral dos clientes e até mesmo realizar simulações digitais em 3D de produtos que ainda não foram produzidos, evitando gastos com manufatura e estoques que podem não ter saída imediata. Usando essa estratégia, realizar alterações nos produtos fica muito mais barata e dinâmica, poupando tempo e recursos que podem ser direcionados para outras coisas.

2 – Colete o máximo de feedback possível

Alguns empreendedores acham que, após o produto desenvolvido, não precisam mais colher a opinião dos clientes e culpam a baixa das vendas em fatores externos como crise econômica ou dificuldade de achar seu público alvo. Melhorias e adições nos produtos existentes são sempre recomendáveis para a sobrevivência da empresa no mercado, e nessa fase é importante conhecer seu cliente e entender o que ele espera (a mais) da sua empresa. Mantenha sempre um canal aberto de comunicação no seu site e peça opiniões de pessoas que já usam seus serviços ou produto.

3 – Mantenha sempre uma prática de experimentação científica

pode parecer pouco prático, mas se pensarmos na forma como aconteceram as principais invenções da humanidade, observamos uma longa jornada de fracassos e aprimoramentos que, no fim, levaram à descoberta de algo novo. Não é por acaso – quanto mais você experimentar com seu novo produto (e manter relatórios sobre as descobertas), maiores são as chances de você desenvolver algo interessante e evitar erros no futuro. Crie uma rede de dados e descobertas interessantes que você adquiriu enquanto desenvolvia sua ideia, assim você possui um histórico para aproveitar em outras empreitadas, evitando cometer os mesmos erros.

4 – Crie uma rede confiável de distribuidores e fornecedores

 hoje em dia, com a insegurança econômica e a grande competição do mercado, manter um grande estoque de um produto que pode ficar obsoleto rapidamente não parece uma boa ideia. Para evitar esse problema, muitas lojas trabalham com o sistema on demand desenvolvido pela montadora japonesa Toyota – cria-se uma cadeia produtiva extremamente eficiente onde o tempo entre a compra e a entrega do produto finalizado seja mínima, extinguindo a necessidade de grandes estoques, além de estimular uso de tecnologia de ponta para agilizar a produção. Sabemos que, no caso do e-commerce, o tempo de postagem é essencial, e muitas lojas se diferenciam com o esquema de samedaydelivery, mas é preciso balancear essa prática com as possibilidades financeiras de estoque da sua empresa. Se você não tem uma cadeia produtiva como a da Toyota, uma saída (que eu mesma tento aplicar na minha empresa) é criar uma rede eficiente e confiável de fornecedores e serviços terceirizados que possam facilitar os processos produtivos e diminuir o tempo de entrega do produto.

5 – Comece pequeno, mas pense grande

 mesmo que, inicialmente, seu produto tenha uma escala de produção quase artesanal, você pode pensar, desde o início, na escalabilidade de sua ideia, seja por meio de industrialização da produção, seja em forma de franquia de um determinado serviço. A palavra mágica dos negócios é escalabilidade – você imagina seu produto sendo realizado via processo industrial? Como isso seria feito? Quais as padronizações que podem ser executadas via otimização de maquinário? Muitas das (hoje) grandes empresas começaram na garagem da casa de alguém e só conseguiram evoluir pois possuíam uma estratégia facilmente escalável. Essa regra também vale no caso de serviços – padronizar e uniformizar algumas atividades para facilitar a expansão do negócio (em forma de franquia, por exemplo) quando chegar o momento.

Essas 5 dicas não são regras absolutas e, dependendo do caso, sempre podem variar. O importante é ter em mente esses indicativos na hora de desenvolver um produto rentável e manter sempre a mente aberta para mudanças e novas tecnologias que, se usadas da forma correta, podem facilitar muito a vida do empreendedor.

Bem, agora que você já tem uma empresa viável com um protótipo rodando no mercado, está na hora de impulsionar as vendas e criar uma imagem convidativa de sua empresa para atrair novos consumidores. Falaremos mais sobre como atrair clientes e seguidores no próximo artigo, então fiquem ligados!

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    Agnes Helena

Mestra em Arquitetura e Urbanismo graduada pela FAU USP com especialização em restauração e requalificação urbana. Após alguns anos atuando na construção civil com projeto e gerenciamento de reformas comerciais e residenciais, reuniu os conhecimentos acumulados na área e resolveu se aventurar no empreendedorismo, abrindo seu próprio negócio com foco em sustentabilidade e decoração. Atualmente é proprietária da loja virtual Agnolias, dedicada a desenvolver móveis e artigos de decoração feitos com matéria-prima reciclada, posicionando-se no mercado como uma alternativa ecológica e descontraída na esfera da decoração e design de interiores.

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